Toda casa precisa de certos elementos para que sua construção se sustente. Na CASA de Aprendizagens, estes elementos são de ordem filosófica e atuam como pilares de nossa proposta educativa.
Essa tríade — Arte, Autoconhecimento e Democracia — se transforma em eixos condutores de uma prática pedagógica inovadora, afetiva e respeitosa. Reconhecemos a escola e seus sujeitos como protagonistas e construtores de conhecimento e cultura.
O desenvolvimento desta proposta conduz nossos bebês, crianças e jovens por um caminho de integração com a sua natureza e os situa em relação ao todo, possibilitando a construção de sua identidade pessoal com o outro. Deixando-os à vontade para partilharem seus sentimentos e conflitos, nossa rotina escolar é pautada por vínculos de proximidade e confiança.
Expressão, Sensibilidade e Leitura do Mundo
Já em Aristóteles podemos encontrar o papel da Arte na formação dos cidadãos. O sistema sensório dos bebês é o primeiro a ser acionado para construir referências simbólicas. Na CASA, encorajamos as formas de expressão artísticas próprias a eles (movimento, dança, desenho, som) como meio de investigação e apreensão do mundo.
A Dança não é apenas expressão, mas a realização da comunidade viva. Sua função é ajudar o ser humano a formar um conceito mais nobre de si próprio pela liberação do corpo. Na CASA, usamos ferramentas como coreografias incidentais ou previamente elaboradas, voltadas para o desenvolvimento global.
A Música traz infinitas possibilidades: escuta de gêneros, reconhecimento da expressividade, e contato com outras culturas. O trabalho com silêncio e som, jogos cantados e ritmados é constante.
Conexões Interdisciplinares: A música auxilia na alfabetização através das letras e colabora com o estudo de estatística, gráficos e geometria (semirretas, retas, paralelas e perpendiculares) através da composição de partituras.
Emblemático em nosso trabalho é o Ateliê: um grande laboratório de descobertas que valoriza a expressividade e a criatividade. Este espaço conta com a presença do atelierista e enfatiza a importância da imaginação nos percursos de formação.
É um lugar de experimentação e pesquisa especialmente ativo, onde acontecem trocas entre a percepção direta da natureza e da realidade cultural. Aqui, hipóteses se encontram com respostas, fazendo-nos repensar nossos planejamentos.
A Construção de Personalidades Morais Autônomas
O Autoconhecimento visa o entendimento dos estudantes como sujeitos globais. Historicamente (desde Descartes), a educação privilegiou o intelecto, vendo o estudante como um ser "fraturado" entre mente e corpo. Na CASA, rejeitamos essa dualidade.
Acreditamos que a construção de consciências autônomas passa pela instauração de processos de autorregulação. A capacidade de identificar os próprios sentimentos, emoções e ações é imprescindível para que bebês, crianças e jovens enfrentem situações diversas e reconheçam suas qualidades e fraquezas.
Sob a perspectiva de construção de personalidades morais, o autoconhecimento é premissa para o exercício da cidadania. Não se formam cidadãos que não conseguem enxergar a si mesmos enquanto sujeitos individuais vivendo em relação com os outros.
Valorizamos o momento do livre brincar como fundamental para o estímulo social e cognitivo. Nestes momentos, os estudantes testam suas competências, novas habilidades e seus limites enquanto sujeitos do saber.
A escola é a primeira experiência em um grupo social compartilhado. Oferecemos a oportunidade de se desenvolverem como seres íntegros e reconhecidamente afetivos.
"O autoconhecimento diz respeito também a uma dimensão da sensibilidade para perceber a si mesmo... Está intimamente relacionado ao conceito de autonomia."
Valéria ArantesA CASA dos Direitos Humanos
A Democracia não é apenas um sistema político ou uma forma de organização do Estado. Ela prevê a participação de todos os membros da sociedade nos processos decisórios que se referem às suas vidas — em casa, na escola, no bairro.
Para que haja verdadeira participação, todos os indivíduos necessitam conhecer e viver desde a infância os princípios democráticos. Ao assumir a perspectiva de uma educação democrática, a CASA de Aprendizagens coloca seus estudantes como atores centrais, reconhecendo seu direito de escolha.
Enquanto forma de operacionalizar a participação efetiva, adotamos a prática das assembleias. Estes encontros reúnem membros da escola para a construção de regras gerais e combinados específicos de cada turma.
Pedagogo francês que sistematizou a ideia das assembleias escolares como ferramenta de gestão participativa.
Define a assembleia como o momento institucional da palavra e do diálogo para refletir e transformar o convívio.
O espaço das assembleias não se destina apenas à resolução de conflitos, mas também à evidenciação de eventos positivos, felicitação de conquistas e discussão de projetos futuros. Atuando na multidimensionalidade dos sujeitos, desenvolvemos valores de forma reflexiva.
Cooperação e respeito mútuo são formas de equilíbrio ideais que só se realizam através do conflito e exercício da democracia. (Viola Spolin)
Nossa equipe está em constante formação para garantir uma educação democrática de excelência.
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Venha tomar um café conosco e ver como a Arte, o Autoconhecimento e a Democracia acontecem na prática.
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